terça-feira, 18 de outubro de 2011

Veja bem, meu bem,
Eu não quero parecer ridiculo,
Mas a verdade é que estou cheio de clichês,
Não digo de saco cheio,
Digo que é só no que consigo pensar agora,
Meu bem, ah se você soubesse...
E parece que não sabe,
Não tenho bem certeza,
Que todos esses clichês na minha cabeça
Nem me fazem sentir vergonha.
Que horror! Você diria,
e com razão.
Sejamos honestos aqui,
É a droga da paixão.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O problema do português do Brasil, não é ele ser mal falado, é ser mal pensado.

sábado, 4 de setembro de 2010

Conversa de bares batidos

-Eu não tenho tido muita paciência.
-Porque?
-Eu não sei, só sei que tenho sentido isso.
-Sentido impaciência?
-Não. Sentido aqui, oh. Dói.
-Mas... como?
-Muito.
-Oh.

Distraem-se com o momento de silencio e olham para os lados, sem procurar.

-Isso não é normal.
-O que?
-Dor de impaciência.
-Oh, é. Acho que não.
-Por que você não grita?
-Ahn? Ah, não, não gosto de gritar ou brigar. Então dói.
-Como assim?
-Oras, todo o ser humano fica impaciente quando não demonstra o corpo tem que reagir de alguma maneira, certo?
-Sim.
-Então o meu dói. E muito.
-Poxa!

Era aquele mesmo bar de tempos atrás, onde ele havia visto algo em alguém e ela saiu sorrindo logo em seguida.

-Eu estava com saudades.
-Eu também. (E sorriu)

E se encararam por um tempo. Se amavam de uma certa maneira, ele e ela. Eram um. Sem beijos e coisas chatas.

sábado, 7 de agosto de 2010

Querer

Quero menos grades invisíveis, menos tetos que reprimem,
Menos olhos cheios de dor.
Quero menos medo em corações, menos romances de verões,
Menos gente iludida.
Quero muito mais que a saída, mais que liberdade prometida,
Quero pele sem ferida.
Menos coragem máscula, menos confiança alheia,
Quero cavalos que sejam cinza.
E todo o tipo de mordomia.

Quero um fim sem poesia.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

-Oh, para mim todos têm corações congelados, olhos cinzentos e tomam amargura no café. Todos carregam dores incuráveis que os tornam pessoas terríveis. Todos são terríveis.
Para mim poucos são dignos de confiança, digo poucos para não parecer pessimista, mas se conto não completo duas mãos de dedos.
E infelizmente para mim, poucos sabem que não são dignos de confiança, e de amor, e de carinho. Pois todos acham que são bons de mais. E por isso eu menosprezo grande parte do que chamo de "todos".

-Mas para mim, poucos são os seres que são piores do que eu mesma.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Chega!

Não precisamos mais de poesia.

sábado, 26 de junho de 2010

É tão fácil cair do abismo.

Ou até mesmo ficar escondido em um buraco.

Basta... um... passo...

Difícil é permanecer ofegante no chão esparando por uma corda comprida o suficiente.

Finjo não esperar que me busquem e saio andando.













Mas era tudo o que eu queria.