quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Seria? Será?

Corre, corre, mais rápido. A porta, mais à frente. Falta pouco. Corre... corre... Não! Por favor não parem! Rápido. A porta.
A saída. O fim. O começo. Rápido. Vamos pés, não me deixem na mão. Mãos não correm bem. Rápido!
Maçaneta fria. Trancada. Trancada!
A chave... chave... chave... Abriu.

Ar quente e vento frio.

Maçãs. Árvores. Grama. Verdes. Seria o paraíso?


Onde está o McDonald's?!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

No telhado...

Ela subiu no telhado. Foi um tanto quanto inusitado, ela foi lá e subiu no telhado.
O allstar velho fazendo ranger telhas cinzas e frágeis. O céu estava azul, o vento era mais forte lá, os sons mais fracos. Havia sujeira, folhas velhas e secas, materiais organicos de pássarinhos.
Os parafusos já estavam enferrujados e ela sentia que a qualquer momento poderia cair. Mas ela subiu no telhado.
Lá de cima o mundo era pequeno. A movimentação, as preocupações e até mesmo o tempo não a alcançavam. Ela sentou no telhado.
E lá esperou, que o tempo passasse, que as pessoas se acostumassem com sua imagem no telhado.
E alguns berraram, outros riram, de resto ela nem sabe mais. Ela se deitou no telhado. E o sono veio e os pássaros passaram e ela ficou todo o dia no telhado.