sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Segundo os Maias...

Ninguém disse que seria fácil ver o fim assim tão perto. Pessoas dominadas pela loucura, disputando maneiras de acabar com a agonia.
O que se espera de um fim que já começou? Assim tão perto da morte não há quem distinga classe ou cor.
"Existiu vida antes da nossa e existirá depois". Talvez os povos antigos podem ter errado pelo menos nessa previsão. Eles estavam tranqüilos, por eles tanto faz. Previsões de quem já acertou tanto, errar justo no fim? Eu nunca entendi o motivo dessa fixação pelo ponto final da existência humana. Nosso último ano na Terra. Não fazia sentido, não até agora.
Sejamos honestos que alcançamos um nível de evolução extremo, que inventos inúteis surgem cada vez mais, pois tudo o que poderia ser útil já foi inventado. Estamos folgados, estamos em crise, não estamos nem aí.
Mas olhando em volta, percebo que é muita crueldade destroçar os sonhos de tantos seres que só queriam um espacinho na sociedade. Tantas conquistas que não irão acontecer. Tantas crianças que não irão nascer.
Me disseram uma vez que a pior morte é por afogamento. Se eles tivessem visto o que vejo hoje, acredito que mudariam de idéia. A pior morte é por descrença.
Até agora não sabia que existiam tantas maneiras de acabar com a própria vida. Ainda não decidi pela minha, se torna mais difícil quando você, mesmo não querendo, não tem alternativa. Vou devagar pela rua, talvez tenha algum tipo de sorte mórbida, ou encontre uma solução razoável... não sei.

Esse ano ninguém desejou "Feliz 2012".